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METADE DO CAMINHO
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Sob o olhar vazado
da pedra
estirei tua pele
que durma com as pedras
tua sedução
minha alma olha tua pele
retirada do meu corpo;
morta
Sou canto de pássaro liberto
da gaiola
eras a chuva que vinha
vinha e voltava
e eu o esperava
com o desejo atravessado
na pele
à porta de março
acordei
olho o mundo assustada
(na esquina da rua
o olhar de desejo do jovem)
olhos negros
noturnos
não sei se ainda é verão
*
Por Lourdes Sarmento
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